Eu quero de volta aquele meu velho violão de guerra.
Quero poder afastar a incredulidade das pessoas, e que elas
tenham um pingo de fé na pessoa que mim tornei.
Quero poder gritar bem alto, e tocar essas simples notas sem
que o medo da repreensão venha à tona e tome conta da minha voz.
Quero andar livremente pelas ruas, ir e vir para onde eu
quiser sem ter que dar explicações pra Zé ninguém.
Quero poder viajar em sonhos, conhecendo lugares mágicos, ou
castelos mal assombrados.
Quero escutar belas canções de ninar bem ao pé do ouvido,
quero receber um afago gostoso sempre antes de deitar, quero sentir os lábios
doces a encostar-se ao meu rosto seco.
Quero poder não fazer nada, e nessa de não fazer nada poder
ajudar todo mundo, todo o mundo.
Quero que minhas ideias sejam ouvidas e como aquelas canções românticas,
fiquem guardadas nas memórias que o tempo não possa apagar.
Quero poder dizer não na hora certa e sim sempre que quiser
dizer não.
Quero poder demonstrar todo meu amor, meu carinho, meus
sentimentos, que, como uma cachoeira , deságua em um rio de amargura.
Quero escrever cem mil palavras soltas pelo ar que sem mexo
vaguem até que encontrem a pessoa que esteja precisando ouvir exatamente o que
falei.
Quero sempre fechar os olhos e ver aquela imagem linda de
uma pessoa que tanto amo.
Quero ouvir vozes estranhas que digam que tudo vai ficar
bem.
Quero ver coisas que ninguém acredite quando eu for contar.
Quero meu velho violão de guerra pra colocar o arranjo e
fazer deste texto mais uma canção!
Acho que ficou um texto legal,to inspirado hoje hahaha...

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