E comigo nunca existiu essa história de meio termo. Eu nunca fui
chegado nisso de “pela metade”. É ou não é. Comigo não tem gostar pela metade,
amar pela metade, não gostar pela metade, odiar pela metade. Você gosta ou não
gosta, você ama ou não ama, você odeia ou não odeia. Não me alimento de ‘quases’, não me
contento com a metade. Nunca serei seu meio amigo, ou seu meio amor, é tudo ou
nada. Não existe meio termo. Não
entendo porque não gosto de meios termos, porque pensando bem, eu sou um deles.
Nem o mais simpático e nem o mais antipático, nem o mais santo e nem o mais
safado, nem o mais sincero e nem o mais falso, nem o mais lúcido e nem o mais
iludido, nem o vilão e muito menos o protagonista. Nem preto, nem branco, nem
açúcar, nem sal. É, sou um meio termo. Irônico não? Um meio termo que não gosta
de meios termos. Não tente entender, eu sou complicado. Complicado ao extremo
em certas coisas. Eu, por mais que queira, não consigo aceitar essa história de
“pela metade”. Não é que eu não consiga, pensando bem, é mais por não querer
aceitar. Amar pela metade, gostar pela metade, isso não existe. Não sei bem,
mas meios termos em sentimentos, parece um tanto quanto devastador.
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